Busca exagerada pela beleza pode trazer riscos à saúde e resultados desastrosos em cirurgias plásticas

O estilo de vida da sociedade atual, pautada pelo consumo e pela imagem perfeita e associada à moda do ‘selfies’, estimulam as pessoas a recorrerem cada vez mais às cirurgias plásticas.  Porém, essa prática pode se tornar um vício, escondendo uma doença psiquiátrica conhecida como Transtorno Dismórfico Corporal ou Síndrome Dismórfica.

A Dismorfofobia Corporal é um problema sério e precisa de atenção, visto que é capaz de colocar a vida do paciente em risco. A doença pode ser gerada por uma baixa autoestima, auto-crítica destrutiva, ou mesmo influenciados pelo padrão de beleza imposto pelos meios de comunicação. O que determina a patologia é o sofrimento do indivíduo diante da sua imagem, esses pacientes apresentam características como preocupação desmedida com a aparência, valorização excessiva de cicatrizes e marcas praticamente imperceptíveis, ou ideação irreal de envelhecimento e acabam se submetendo a um número exagerado de cirurgias plásticas.

O objetivo máximo da cirurgia plástica é fazer um procedimento que fique o mais natural e harmônico possível. Quando bem indicada e realizada, a cirurgia plástica eleva a autoestima e traz resultados extremamente positivos, restabelecendo não só a dignidade física, como também a emocional.  No entanto, passa dos limites quando o paciente mesmo após inúmeros procedimentos não se sente satisfeito. Isso porque, quem sofre de Dismorfofobia por mais que seja alertado buscará um médico que possa mudar o que ele acha que está errado, levando a um resultado artificial. E até mesmo desenvolvendo complicações mais sérias, devido à realização excessiva de intervenções no mesmo local, como a necrose e a rejeição, que podem levar à morte se não forem bem administradas.

http://www.mymisstess.com/busca-exagerada-pela-beleza-pode-trazer-riscos-a-saude-e-resultados-desastrosos-em-cirurgias-plasticas/

Autor: Marco Cassol

Plástica e Estética Facial e Corporal. Trabalho com a mente como um cientista e com o coração como um artista. Sou um psiquiatra do bisturi.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *