Cirurgia Plástica e Aspectos Emocionais envolvidos no Ato Cirúrgico.

Nos dias de hoje, a Cirurgia Plástica vem ocupando grandes espaços na mídia, muitas vezes com o, intuito de auto promoção e não de esclarecimento à população, criando falsas expectativas por parte de muitos pacientes, que na ânsia de buscar a beleza, terminam com altos índices de insatisfação frente aos resultados obtidos. Ainda existem médicos com formação em outras áreas, sem especialização em cirurgia plástica que se aventuram pelo caminho da cirurgia estética.

É oportuno alertar as pessoas a procurarem escolher criteriosamente qual o profissional a quem vão entregar seu corpo na tentativa de corrigir aquilo que de certa forma causa incômodo. É importante se ter em mente o conceito que cirurgia plástica, como qualquer outra área da medicina, é uma especialidade de meio não de fim, isto é, ela pode prometer proporcionar um meio para obtenção de resultados e não prometer resultados, fato que vem ocorrendo com muita freqüência. Muitos anos de estudo e formação, a título de esclarecimento, são seis de faculdade e mais cinco de residência e inúmeros cursos de aprimoramento.

Com o intuito de alertar e prevenir, Dr. Marco Cassol, cirurgião plástico, alerta que para muitos procedimentos em cirurgia plástica, é fundamental que o paciente esteja com o seu peso dentro dos limites da normalidade para que se possam obter resultados satisfatórios. Em resumo, o cirurgião plástico zela pelo em estar físico e emocional dos pacientes, sempre fazendo prevalecer os princípios que regem a medicina como um todo, pontuando bom senso como regra profissional e priorizando conceitos éticos.

Plástica e Aspectos Emocionais

Se uma pessoa tem um detalhe no seu corpo que incomoda demais e só consegue enxergar isso ao se olhar no espelho, acaba ficando restrito a esta característica que considera negativa em sua aparência. Nesses casos, quase sempre a cirurgia plástica é uma possibilidade de recuperação da auto-estima.

Principalmente as mulheres que são “bombardeadas” com os valores da sociedade muito ligados ao consumo. Assim, a beleza física acaba tornando-se sinônimo de sucesso e poder de sedução. Pressionada, a mulher tem dificuldade em lidar com as marcas do tempo e ser jovem passa a ser uma forma de continuar sendo amada. Por isso, as mulheres encontram na plástica a possibilidade de conviver mais tempo com sua juventude, desenvolvendo muitas vezes sua auto valorização e segurança.

Algumas mulheres que escolhem fazer uma plástica têm uma auto crítica acentuada, criando um ideal de beleza inatingível e depois não conseguem evitar a frustração. Pois isso, o cirurgião deve alertar a paciente se notar que ela esta iludida quanto ao resultado da operação e de lhe mostrar aonde é possível chegar. Principalmente se for uma cirurgia radical, além dos prós e contras, cabe ao médico apontar a melhor solução.

Outra questão importante que deve ser considerada está identificação dos motivos que levaram a pessoa a tomar essa decisão, separando a idealização do real. As opções se tornam mais cuidadosas quando existe a consciência de que as marcas do tempo podem ser atenuadas, mas vão continuar a aparecer. E, se depois dessa reflexão a intenção de fazer uma plástica continuar de pé, o resultado poderá ser, com certeza, compensador e um investimento na auto- estima. É só se dar permissão e partir para ser feliz!

Autor: Marco Cassol

Plástica e Estética Facial e Corporal. Trabalho com a mente como um cientista e com o coração como um artista. Sou um psiquiatra do bisturi.

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