Dr. Cassol, cirurgião plástico, ensina como escapar de ciladas em prol da beleza

Você vai realizar um procedimento estético para retirar estrias do bumbum e volta com a região raspada, com aspecto de queimadura de segundo grau, e infecção generalizada. Foi isso o que aconteceu com Daniela Desa Avighi, de 36 anos, que morreu na última semana, em Praia Grande, litoral paulista, em decorrência de um procedimento estético.

Como ela, uma série de mulheres vai à procura de tratamentos para melhorar a aparência, mas acaba caindo em ciladas que podem terminar em morte.

Para evitar passar por situações que podem comprometer a saúde definitivamente, o cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Marco Cassol, dá algumas dicas.

1. Fazer a lição de casa

Pesquisar sobre o médico e a clínica; conhecer o procedimento; e ter a certeza de que o local e o médico são credenciados e oferecem as condições ideais pode salvar vidas, como no caso das estrias, que não podem ser retiradas com cirurgia, mas podem ser melhoradas com peelings aprovados ou outros procedimentos. “As estrias que a gente consegue retirar, por exemplo, na cirurgia de abdominoplastia são só aquelas que ficam abaixo do umbigo. As que ficam acima do umbigo a gente não consegue retirar, porque não consegue retirar essa pele. Conseguimos tratar, melhorar o aspecto, mas elas são cicatrizes e, por isso, são permanentes, por melhor que a gente trate delas e por mais suave que elas apareçam depois”, destaca Cassol.

2. Saber como está a saúde

Os exames necessários vão depender de cada pessoa e de cada procedimento. A orientação deve partir do médico, inclusive com o questionamento dos remédios que são ingeridos, mas o paciente deve ser sentir à vontade para fazer todas as perguntas que achar necessárias.

3. Conhecer os riscos

Por menos invasivo que seja, todo tratamento tem um cuidado, uma contraindicação ou um efeito colateral. O paciente deve sempre perguntar sobre o que lhe aflige. O médico, por outro lado, precisa explicar até que as dúvidas sejam esclarecidas.

4. Resultado esperado x realidade

É comum usar comparações e até softwares para projetar o futuro e “ver” como ficará com o novo nariz, os novos seios ou depois de um tratamento para retirar as cicatrizes da acne, por exemplo. O cirurgião tem o papel de explicar o que pode ou não ser feito e alertar o paciente sobre exageros, considerando o biótipo e as condições físicas e emocionais de cada paciente.

5. Pós-operatório

Há condições que são frequentes e não trazem riscos, porém, pode haver casos que necessitem de uma intervenção rápida e segura. Para isso, o paciente deve ter um número de emergência. Também é importante se certificar de que o cirurgião poderá recebê-lo em todas as consultas do pós-operatório.

6. Preço e aparência

Sites bonitos e atrativos podem ser ótimos para os olhos, mas o ideal é não se deixar levar pela aparência ou pelos preços. Não é porque um médico cobra barato ou caro que o procedimento é confiável. Aí vale a primeira dica: sempre pesquisar e questionar o que for preciso.

Autor: Marco Cassol

Plástica e Estética Facial e Corporal. Trabalho com a mente como um cientista e com o coração como um artista. Sou um psiquiatra do bisturi.

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