Sol X Cirurgia plástica

Os cuidados com o Sol no pós operatório são os mesmos em todas as estações do ano. Uma das primeiras preocupações dos pacientes, ao se submeterem a uma cirurgia plástica, é a exposição solar. É importante salientar que os procedimentos cirúrgicos podem ser realizados em qualquer estação do ano e muitas vezes o período de férias é o melhor para poder se recuperar em casa, com tranqüilidade e voltar com tudo em cima para as atividades do dia a dia.

Não importa a estação do ano em que a cirurgia é realizada, o importante são os cuidados preventivos. Se o paciente for submetido à cirurgia no inverno e tomar sol direto no pós-operatório a conseqüência será pior do que ser operado no verão com a devida proteção. O Sol deve ser preocupação para os pacientes. Devido ao inchaço e pigmentação da pele, que a exposição solar, sem os devidos cuidados, pode causar.

Após uma cirurgia plástica, de uma maneira geral, recomenda-se uma proteção solar rigorosa no primeiro mês, amenizando-se a partir do segundo mês, porém convém evitar a exposição solar direta durante seis meses, principalmente se for submetido a um peeling.

Em casos em que o paciente é submetido ao peeling químico, dermobrasão cirúrgica ou resurfacing a laser ablativo, deverá permanecer em ambiente rigorosamente protegido dos raios solares durante 1 mês. Após este período os cuidados podem ser amenizados. No entanto, convém evitar a exposição solar durante seis meses.

Recomenda-se que o fator de proteção solar para os recém-operados, seja de 30 FPS. Caso não seguir as recomendações, há o risco de manchar a pele. Isto decorre de um aumento da produção de melanina, em número, tamanho e atividade dos melanócitos. A capacidade de adquirir a pigmentação é maior na pele escura e parda.

A pigmentação depende, principalmente, dos raios UVB (Ultravioleta B), mas há participação do UVA (Ultravioleta A). As Manchas podem desaparecer em meses ou anos, conforme características individuais. Há tratamentos para acelerar o desaparecimento das manchas, sendo considerados eficazes, na utilização de formulas clareadoras, peelings, laser e luz intensa pulsada.

Caso o paciente faça a cirurgia no verão, os cuidados são os mesmos dos outros tecidos, dificultando a cicatrização e favorecendo complicações como a necrose da pele. Há outros estudos científicos que mostram que a pele dos fumantes apresenta aumento das rugas, ficando com aspecto acinzentado e macilento, devido ao aumento nas alterações da fibra elástica da pele.

A recomendação, é que o paciente fumante deixe o cigarro trinta dias antes da cirurgia e outro tanto após a mesma. A associação de cigarro e sol inadequado pode ser prejudicial no processo de recuperação do paciente no pós operatório, pois os riscos são somados.

Além disso, a exposição ao calor inadequada, da mesma forma que a nicotina, destrói as fibras de colágeno e elastina, intensificando o processo de envelhecimento natural da pele.

Autor: Marco Cassol

Plástica e Estética Facial e Corporal. Trabalho com a mente como um cientista e com o coração como um artista. Sou um psiquiatra do bisturi.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *